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Jo 15,5

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   Sim, este texto é escrito por aquele que vos fala e dirigido àqueles que têm o devido interesse em minhas palavras. Alguns podem questionar se os meus escritos realmente vêm de mim. Pois bem, afirmo: é um dom concedido por Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo. Quando escrevo sem a intenção de expressar a verdade que me habita, meus textos tornam-se vazios, destituídos do toque da minha alma, melhor dizendo, sem a inspiração do Espírito Santo. Porém, quando minhas palavras são agressivas e prejudiciais, confesso: sou eu mesmo, um pecador que se deixa levar por suas fraquezas. Pois longe de Cristo, o homem se corrompe, e “sem Mim, nada podeis fazer” (Jo 15,5). Se, contudo, meus textos são inspirados nos santos, explicitamente centrados em Cristo, e causam inquietação em vossa alma, levando-vos a reflexões profundas, talvez seja a graça de Deus agindo. Pois não desejo reconhecimento humano nem a popularidade entre muitos, mas apenas que Deus seja glorificado. Agradeço ao Senhor pe...

Diário de um católico: uma longa amizade

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    Acredito que Cristo me inspirou a escrever esta carta para todos que a estão lendo, especialmente para alguém que é muito especial para mim. Escrevo para que todos possam perceber os detalhes de um amor que nasceu de uma amizade. Nossa história é antiga e, na sociedade líquida em que vivemos, nunca imaginei que duraria tanto tempo. Pode ser considerada rara nos dias de hoje, e talvez um dia não haja mais história para contar. Por isso, escrevo para que este não seja um adeus e para que não surjam arrependimentos por não ter escrito a tempo. Aqui estou, no momento certo, no instante em que deveria estar escrevendo, para que haja lembranças e para que permaneçamos juntos, mesmo que apenas no coração um do outro. Que o amor dessa amizade nos acompanhe até o dia em que não estivermos mais em contato, seguindo rotas diferentes, como já acontece na vida de todos. Mas, se o amor tiver fim e a amizade for esquecida, é porque nunca existiu verdadeiro amor ou amizade entre nós, entr...

Carta aberta de um pequeno católico

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 Meus amados, Como Católico aprendi com São Francisco de Assis que devo ser humilde , levar a paz e o amor a todos os lugares onde estou presente. (“Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.” São Mateus 5:9 ) Recentemente, tomei conhecimento de que há irmãos e irmãs descontentes, com os corações inquietos e amargurados, falando a meu respeito, deferindo insultos e denegrindo a minha imagem.  Humildemente, perdoo a todos e peço perdão caso, de alguma forma, tenha prejudicado ou magoado seus corações. Mesmo que o perdão não seja aceito, peço a Cristo que toque os corações de cada um de vós, assim como o meu próprio coração. (“Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou.” Colossenses 3:13 ) Conheço alguns de vocês, inclusive em maior proximidade, e desejo que saibam que os amo e sempre os amarei, independentemente do que digam ou façam. Continuarei acreditando no amor, pois e...

O retorno do filoteia

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Filoteia Tentei me criar como o poeta rapper Criolo, Dessa vez voltei como o próprio, mas do pó, Ano passado fui Brazza, agora sou imitador de São Paulo, O criador da Igreja, não da cidade, aquela que chove sangue, não há erro. Escrevo com espírito inspirado nos Santos Francisco, Agora é Filoteia de Sales, São Sales, não da boiada, Se escrevo é pelo Messias, não o Falso, aquele da faixa amarela, Mas o da Glória, o verdadeiro, que venceu e curou toda a ferida. Enquanto o Messias me fizer viver, escrevo para Ele, o Pai, Não para o falso herói, mas o verdadeiro, que sangrou pela humanidade, Não o deus da violência, mas o do perdão e da piedade, O que quero é rimar pro maior, pro céu, pro eterno libertar. Se não aguenta, foge, corre, humildade é sempre o caminho, Podre, debaixo da terra, da cruz, aqui me enterro no pé do Pai, Buscando sempre a verdade, longe da ilusão, Porque quem está em Cristo, sabe que a vitória vem da morte. H.

Ainda me lembro...

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    Ainda me lembro da pequenina batendo à minha porta. Nunca a chamei de pequenina, mas havia diversas formas carinhosas com que a tratava, e ainda me recordo de todas elas. Hoje, a chamo de pequenina no texto, porque é assim que a vejo em minha memória: uma rosa delicada que cresceu. Hoje ela é grandona, uma grande mulher que não precisa mais bater à minha porta, chamar por mim. O que desejo é que encontre outras portas em que possa bater e ser acolhida, como um dia eu a acolhi. Mas confesso que carrego dúvidas: acolhi com amor? Disse as palavras certas? Em muitas de nossas conversas, não sabia se estava preparado ou se ofereci o que ela realmente precisava ouvir. A pequenina era uma rosa forte, e nossas trocas de palavras eram como passeios entre flores. Não havia espinhos para me ferir, mas eu tinha cuidado com as pétalas. E, mesmo sendo persistente, uma muralha de esperança, com a força de mil mulheres, ela também precisava de cuidados. Precisamos ser atentos com as ...

Opinião de um católico aprendiz

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A paz de nosso Senhor Jesus Cristo. Meus amados, neste tempo sagrado do Advento, ao celebrarmos o terceiro domingo, somos convidados à alegria e à esperança. Entretanto, não podemos nos esquecer das dificuldades e dores que assolam o mundo em que vivemos. Inspirados pelo Evangelho de São Lucas 3,10-18 e pelas exortações das Cartas de São Tiago, somos chamados a perseverar com paciência e a nos alegrar no Senhor, mesmo em meio às adversidades. É com profundo pesar que trago uma reflexão dolorosa. Em Gaza, uma médica chora nos corredores dos hospitais, devastada pelas vidas infantis que não pôde salvar. Na ala pediátrica, onde a esperança deveria prevalecer, crianças têm suas vidas ceifadas pela violência. Este cenário trágico resulta do ódio e do egoísmo humano. Sob o argumento de defender um Estado poderoso contra atos terroristas, vidas inocentes são sacrificadas. A dor é ainda maior quando percebemos que, ao invés de se unir em oração pelas almas dessas crianças e pelos que sofrem, a...

Queda

 Eu estou despencando, como uma pedra solta, Ela injetou angústia profunda em meu coração, Quando me lançou ao abismo, Sinto o ar cortante, um precipício em minha visão. Estou com os pés no céu, flutuando sem controle, Desde que ela me abandonou, sou um cometa em queda, Cada segundo, caio mais rápido, sem um farol, Nesse abismo de emoções, onde a solidão nos cela. Eu ascendo aos céus, como um pássaro audacioso, Pinto sorrisos no horizonte, minha ousadia é famosa, As sirenes soam, num grito de desafio, Se você não correr comigo, serei o próprio vazio. Estou caindo vertiginosamente rápido, no desespero, Na verdade da vida, há uma angústia que não sossega, Pensando em saltar para o desconhecido, sincero, Lágrimas que caem enquanto eu sigo, sem brecha. Não é uma mentira, que na vida dos doentes, Viramos as costas àqueles que nos deixam sem voz, Ficamos angustiados, com os pensamentos crescentes, Sobre saltar para o abismo, onde tudo é atroz. E continuo a cair, um precipício de temores,...