uma ficção
É tão lindo e tão cintilante o teu olhar. Eu poderia gastar tantas palavras, criar tantas histórias para descrever o amor que transcrevo em meu corpo apagado e deturpado por tanta dor acumulada. Fisicamente, a minha carne caiu e continua caindo, procurando a última batida das músicas da tua banda favorita, The Lumineers, tocadas em teu antigo walkman amarelo. As tuas danças fazem-me desejar elevar as estrelas, levá-las comigo até os confins da realidade e poder lembrar do teu sorriso enquanto fazias tudo aquilo de que gostavas quando estavas comigo. Tudo parece tão mágico para quem nunca acreditou em magia. A tua presença vira a minha cabeça e faz-me questionar tudo em que acreditei durante todo este tempo. Ela é tão irreal que me pergunto o que foi colocado em ti para fazer-me prestar atenção em cada detalhe: nas calças jeans largas, nas camisetas maiores do que os teus próprios pulsos e, em ti, na pele que parece combinar mais com os ossos do que a de qualquer outra pessoa. Eu ...