a queda dos murmuradores
Vida infeliz é a do homem que murmura, Nada lhe agrada: o mundo é sempre fútil, a cultura, um monturo de misérias. que jamais descansa do próprio protesto. Vive descontente nada o satisfaz, nenhum riso lhe penetra o silêncio. Cada instante busca um bode expiatório: o tempo, o destino, a culpa alheia. Para ele, os outros são demônios vestidos de gente; o líder, o partido, o fantasma político são a raiz de todas as frustrações. Nunca olha para dentro - onde a cura começa. Pergunta: será o líder sindical a razão de suas dores, ou é Cristo que não foi permitido entrar? Nada que venha do céu passa por suas mãos; recusa-se o remédio, acolhe-se a acusação. Como explicar que se reza com os lábios e se cuspem as promessas? Que se aclama um homem e se perdoa a mentira? Que se defende a vida com intolerância, ou se indica salvação negada a quem pensa diferente? Há um cristianismo de porta aberta e silêncio, e há um outro que bate o punho e vende raiva. Não é santo o q...