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Queda

 Eu estou despencando, como uma pedra solta, Ela injetou angústia profunda em meu coração, Quando me lançou ao abismo, Sinto o ar cortante, um precipício em minha visão. Estou com os pés no céu, flutuando sem controle, Desde que ela me abandonou, sou um cometa em queda, Cada segundo, caio mais rápido, sem um farol, Nesse abismo de emoções, onde a solidão nos cela. Eu ascendo aos céus, como um pássaro audacioso, Pinto sorrisos no horizonte, minha ousadia é famosa, As sirenes soam, num grito de desafio, Se você não correr comigo, serei o próprio vazio. Estou caindo vertiginosamente rápido, no desespero, Na verdade da vida, há uma angústia que não sossega, Pensando em saltar para o desconhecido, sincero, Lágrimas que caem enquanto eu sigo, sem brecha. Não é uma mentira, que na vida dos doentes, Viramos as costas àqueles que nos deixam sem voz, Ficamos angustiados, com os pensamentos crescentes, Sobre saltar para o abismo, onde tudo é atroz. E continuo a cair, um precipício de temores,...

Carta aberta: Aida: O terra, addio

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    Apresento a todos um dos textos mais difíceis que escrevi em toda minha vida, em meados de 2023, após meses de longa reflexão e leituras árduas de clássicos da literatura brasileira. Estou publicando no meu blog, pois, neste ano, acabei me perdendo no caminho. Relendo meus textos, este é um dos que me traz ânimo, motivação e coragem para continuar com meus objetivos e não me deixar abater por acontecimentos triviais causados por terceiros para me prejudicar. Desde já, agradeço. Boa leitura e até a próxima! Aida: O terra, addio Enfim, empreenderei aquilo que deveras há muito deveria ter realizado, mas somente agora tomo a ação. Desconheço a razão subjacente a esta escrita, pois seria factível prosseguir com estas palavras reclusas no âmago de meu ser e prosseguir na minha jornada sem proferir sequer um termo, uma vez que a quem realmente importará com o curso das minhas decisões? No entanto, optei por acolher o amor pela escrita e não hesitar em expor o que em verdade sinto...

Incrível Bob Dylan

Agora é a hora, Canta ao universo, Que na noite passada No meu quarto ecoou uma melodia à Bob Dylan: Se houver menos afeto, menos prosa e acordes, Eu não encontraria meu caminho, Meus sentimentos se evaporariam sem a poesia, Canta ao universo, Não busco riquezas, Anseio apenas por meus versos, E com meu mundo encantado de sonhos, Quero tecer canções para Bob, que só vagueiam nas ideias. Canta ao universo: Vive, como se o último dia fosse, traz amigos para criar, Transforma a tristeza em sorriso cintilante, Demonstra ao mundo que ser Bob Dylan é possível, mesmo no próprio aconchego. Canta ao universo: Não deixes uma canção ressoar sem lembrar daquele que compôs, pois quem sabe outro Bob Dylan brote, Com harmonias tão belas quanto as suas, Em novos tempos, em nossas mãos há de repousar, O que nossos avós, um dia, amaram com fervor. H.a.a.

Carta aberta: Para aqueles que ficaram e para aqueles que se foram.

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" Para aqueles que ficaram e para aqueles que se foram." Eles podem ser o oposto de mim, seres que vagueiam em diferentes sintonias, talvez sem enxergar a mesma beleza que eu vislumbro na noite fria e simples, quando os mínimos detalhes a transformam em algo especial. A amizade, ah, ela é o tesouro supremo, a mais preciosa riqueza que o coração humano pode abrigar. Na última noite, em devaneios desconexos com a minha própria realidade, encontrei a alegria que me preenchia. Ao imaginar suas histórias, mergulhei num oceano profundo, além das dimensões do tempo e do espaço. Não me importava com as profundezas que aquelas narrativas me conduziam, tampouco se nelas aprenderia algo ou não. Apenas desejava nutrir meu espírito com suas tramas, embora jamais me visse inserido nelas, pois respeito demais suas lembranças para roubá-las. As histórias em que eu estava, revisitá-las não se tornava exaustivo, podia repeti-las incansavelmente, como uma lembrança sempre renovada. E a singelez...

A Sé

I  Eles falam com tanta bondade, - "Siga por aquele caminho", E concedem-me seus conselhos, crendo Que ouvirei, dócil, cada palavra miserável: "siga nossos passos". Eu respondo estupefato, (Há sarcasmo e falsidade em minhas palavras) E volto-me de costas, Para viver à minha maneira... Minha arte é esta: Escrever desgraçadamente! Não sigo os passos de ninguém. Eu existo sem querer, Assim como rasguei o véu da realidade Não, não seguirei o mesmo rumo! Sozinho, trilho o rastro de destruição causado por vós... A verdade que busco, nenhum de vós encontrou, Portanto, cesse de insistir na mesmice, falsos felizes. Escolho pisar no chão mísero da Sé, Igreja da imundície, Visto-me de andrajos, rastejo pela cidade corrompida de Tarso (ele choraria), Sede santos, pois eu sou o santo... Se existo agora, foi Apenas para explorar os pecados deste mundo, E escrever com meus olhos a desgraça desnudada, Mas nada do que escrevo transforma. Como posso ser como vós, Que me concedem dor,...

Quem sou?

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  ? Eu não sei! Ah, quem sou eu? Não sei! Apenas flutuo, pensamentos a vaguear, Uma explosão de sentimentos, a se desdobrar, Um sonho etéreo, talvez uma ilusão. Na vida: aqui estou, no agora, prestes a partir! Quem sou eu, oh mistério insondável? Não faço ideia! Sou pincelada num limiar sombrio, Que dilacera membros e alma, em amarga agonia, E nunca mais, oh nunca mais retornará! Não sei, não há necessidade de evocá-lo! Eu poderia ser uma estrela do rock, suicida e rebelde, Uma estátua em chamas, gato misterioso a arder, Ou a cruz do Salvador, símbolo sagrado e sublime. Não sei, apenas sofro pelos meus erros, Neste mundo destroçado e devastado, Sou apenas mais um a procurar um caminho, Neste frenesi, nesse caos desvairado. H.a.a.

Não sei, só sei que foi assim

...  Com sua pureza e simplicidade, Fez-me soltar gargalhadas, sorriso estampado em meu rosto. Nunca te vi com meus próprios olhos, Mas conheci-te nas letras que proferiste. Como ri, ah, como chorei, Mas minhas lágrimas eram de felicidade e júbilo. Através de tuas mãos, descobri o Nordeste, O cangaço e Manuel, de pele escura, Que bravura ele demonstrou em tuas palavras. Por que abandonaria minha amada terra brasileira, Para devorar livros estrangeiros, Se tenho Suassuna em minhas mãos? H.a.a.