O Abismo que Cavitei em Mim
No momento em que escrevo, no dia 7 de março, em meu quarto, uma tristeza imensa me abate. É dilacerante o que sinto e doloroso para me expressar. Tudo o que eu desejava era correr para os braços de Cristo e nunca mais me soltar, jamais desejar estar longe de Sua presença. Enquanto escrevo, Cristo é adorado na paróquia. Gostaria de estar lá, mas o que me entristece não é isso. O que verdadeiramente me aflige é a possibilidade de não ir às missas de domingo. O motivo? Não suporto viver sem Jesus, meu Senhor. O que escrevo não se compara aos Salmos de Davi nem às palavras dos santos da Antiga Aliança. Nada do que digo pode igualar-se às palavras de Cristo, mesmo que O imite. Não tenho a capacidade nem a habilidade de usá-las como os santos Apóstolos o fizeram, pois sei que esses dons foram concedidos pelo Espírito Santo. Como poderia eu tê-los? Sou insignificante, não tenho nada de importante a ser dito. Como posso me comparar a eles, se sou invisível e não tenho a missão de...